ABERTURA

Jorge Seguro Sanches

EDITORIAL

Vitória de Portugal no acordo europeu

O acordo alcançado concede a Portugal diversas vantagens, nomeadamente na área da agricultura, no montante máximo da comparticipação comunitária, na contabilização do IVA não dedutível no montante do financiamento e numa maior flexibilidade temporal dos financiamentos

   
 

1. Graças ao acordo alcançado no último Conselho Europeu, Portugal vai receber, no período entre 2007 e 2013, mais de 22,5 mil milhões de euros de fundos comunitários. Este valor é tão mais significativo na medida em que, quando o Governo do PS iniciou funções, o valor que estava em cima da mesa era de uma proposta que definia para Portugal cerca de 17 mil milhões,

Mais do que isso, o acordo alcançado concede a Portugal diversas vantagens, nomeadamente na área da agricultura, no montante máximo da comparticipação comunitária, na contabilização do IVA não dedutível no montante do financiamento e numa maior flexibilidade temporal dos financiamentos.

Este facto é uma grande vitória para Portugal, para os portugueses mas muito especial para o Governo e para o nosso primeiro-ministro, José Sócrates, que com a determinação que os portugueses já conhecem vai colocar todos estes meios financeiros ao serviço de grandes objectivos nacionais: qualificando os portugueses, promovendo a competitividade, modernizando a Administração Pública e valorizando o território.

Este facto foi também uma vitória da Europa a 25 contra os sucessivos impasses que nos últimos meses travaram e puseram em causa o rumo de construção europeia. Também graças a este acordo a confiança aumentou no seio dos europeus e da sua economia.


2. Decorreu a primeira série de debates entre os principais candidatos à Presidência da República. Apesar do modelo de debate utilizado mais se assemelhar a duas entrevistas sobrepostas foi positivo que pela primeira vez os candidatos pudessem explicar aos portugueses quais as suas propostas e em quê elas diferiam do seu opositor.

No final desta série de debates todos os candidatos, com excepção do candidato da direita, reconheceram a necessidade de realização de mais debates: afinal não se discutiram muitos temas importantes e decisivos para os portugueses.

É em debate, e não fechados nas respectivas candidaturas, que melhor se conhece a personalidade e a autenticidade dos candidatos ao cargo de mais alto magistrado da nação.