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Protecção das florestas com 60 novas equipas de sapadores

     

O aperfeiçoamento do ordenamento territorial e o reforço do combate ao abandono das florestas e espaços rurais são uma aposta clara do Executivo. A ideia foi sublinhada pelo secretário de Estado, Ascenso Simões, durante a cerimónia de apresentação das 60 novas equipas do Programa de Sapadores Florestais, realizada recentemente em Santarém.
“Estamos a falar de um incremento de 30% no número de equipas e de sapadores em relação a 2007 e de mais 97 equipas do que em Março de 2005”, apontou o governante, para de seguida evidenciar as implicações positivas desta medida ao nível da criação de emprego nas zonas rurais.
“Estas 60 novas equipas representam mais 300 novos postos de trabalho directos”, frisou, acrescentando que “se tivermos em consideração igualmente os postos de trabalho indirectos gerados por este programa, o esforço dos últimos anos traduz-se em mais de 1500 empregos qualificados, especializados e, mais importante, criados nas zonas do interior, onde importa fixar a população e gerar riqueza”.
Considerando que 2008 “um ano crucial para o Programa de Sapadores Florestais e para o novo impulso que se quer dar aos espaços florestais portugueses”, o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas apontou como meta a execução de 1600 hectares de fogo controlado, “num esforço que permitirá a protecção de cerca de 150 mil hectares de espaços florestais”.
E adiantou que “o reforço de cobertura territorial em 45 concelhos do país que estas 60 novas equipas de sapadores permitem, será um instrumento fundamental” no cumprimento destes objectivos.
Considerando que “estamos perante um novo tempo no desenvolvimento rural e num tempo essencial para o sector florestal, Ascenso Simões defendeu que “o conjunto de instrumentos de política que este Governo está agora a mostrar os seus efeitos na redução da área ardida, no aumento da área florestal certificada em Portugal, no dinamismo dos proprietários privados em tornos das ZIF e, em suma, na identificação de todos os cidadãos com o desígnio nacional que é o nosso património florestal”.
“É fundamental consolidar este sentimento, resolver os constrangimentos que persistem”, concluiu.
M.R.