É necessário, a bem do interesse nacional, que o
eleitorado português volte a conceder ao PS, nas legislativas
de 2009, uma nova maioria absoluta para governar. Esta a reflexão
fulcral de Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares,
na intervenção que proferiu numa iniciativa promovida
pela Federação de Setúbal em que fundamentou
a referida necessidade com o balanço positivo da acção
governativa e também com a ausência de projecto dos
partidos da oposição.
O dirigente socialista falava em Alcácer do Sal, onde participou
na cerimónia de tomada de posse dos camaradas eleitos para
a respectiva Comissão Política, no sufrágio
interno do passado dia 8 de Março.
Na ocasião, Augusto Santos Silva fez uma intervenção
voltada para o futuro e centrada no interesse de Portugal e dos
portugueses, analisando o que a oposição à direita
e à esquerda do PS têm para oferecer ao país.
Relativamente à esquerda, referiu que as bandeiras levantadas
pelo BE foi o Partido Socialista que as dirigiu, dando resposta
aos ensejos do povo no que diz respeito, por exemplo, ao problema
do referendo à descriminalização da IVG, à Lei
da Paridade e ao quadro normativo sobre o divórcio.
Quanto ao PCP, Santos Silva disse que as ideias que esta força
política tem sustentado não traduzem uma evolução
nem uma adaptação à nova realidade, frisando
que o PS empreendeu as reformas estruturais que eram vitais para
a modernização e para o crescimento sustentável
do país correspondentes às legítimas expectativas
das pessoas.
“Resolvemos o problema do défice excessivo e encetámos
reformas profundas numa conjuntura internacional particularmente
difícil”, lembrou o camarada Augusto Santos Silva,
para quem à direita não há alternativa, com
o PSD mergulhado numa luta intestina e sem proposta credível.
PS firme na qualificação
da Educação
Entretanto, a Federação presidida pelo camarada
Vítor Ramalho organizou e promoveu, desta feita em Setúbal,
outra sessão de esclarecimento que contou com a participação
do secretário de Estado da Educação, Jorge
Pedreira, e de militantes que são também docentes
dos vários graus de ensino em todo o distrito sadino.
Nesta iniciativa marcada por animado debate que se prolongou até de
madrugada, o governante balizou as preocupações do
PS neste sector e que passam, essencialmente, pela melhoria do
sistema de ensino no seu conjunto.
Pedreira falou também nos progressos alcançados pela
gestão socialista da Educação, citando medidas
como a Escola a Tempo Inteiro, o alargamento do Inglês ao
1º ciclo, a melhoria na acção social escolar,
entre outras, para evidenciar de seguida o papel crucial que assume
a avaliação do corpo docente no desígnio da
qualificação do ensino em Portugal.
Neste ponto, o secretário de Estado afirmou que o Ministério
da Educação sempre quis manter um diálogo
com os professores e os sindicatos que os representam, vincando
igualmente que o acordo alcançado recentemente entre as
partes “em nada afecta o projecto reformista do Governo”,
uma vez que passa pela realização da avaliação
de professores.
M.R. |
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