Perante os 1200 militantes e simpatizantes
que se reuniram à mesa
no Pavilhão Arena, Sócrates declarou: “Estamos
aqui para dizer àqueles que serviram o partido antes de
nós que a nossa vontade e a nossa ambição é apresentarmo-nos,
de novo, aos portugueses como um partido seguro, de confiança
e que está aqui, mais uma vez, para servir Portugal e os
portugueses”.
Numa intervenção em que foi várias vezes interrompido
por aplausos, o líder socialista assegurou que o PS é um
partido que “tem vontade e energia para servir os seus concidadãos”.
“No fundo, os portugueses olham par o PS como um partido
de confiança, estável, com valores e determinado”,
frisou, manifestando-se satisfeito pelo facto de os portugueses
reconhecerem que o “país está melhor” e
que o futuro “está mais assegurado”, depois
de “resolvida a crise orçamental” nos últimos
três anos.
Ao lembrar que o défice orçamental “passou
de 6,83 em 2005 para 2,6 por cento em 2007, o défice mais
baixo da história democrática portuguesa”,
Sócrates anunciou que o Eurostat validou já as contas
portuguesas, “sem levantar nenhum problema”.
“As contas que o Eurostat validou foram contas que recolocam
Portugal como um país fiável e que cumpre os seus
compromissos internacionais”, assegurou o primeiro-ministro,
reiterando de seguida que ter conseguido pôr as contas públicas
em ordem foi “decisivo para o futuro”.
E referiu igualmente que os últimos três anos do Governo
socialista ficam marcados pelo “rigor” e pelo “crescimento”.
“Ao mesmo tempo que pusemos as contas públicas em
ordem, fomos capazes de ter feito crescer a nossa economia”,
congratulou-se Sócrates, apontando o PS como o partido do “da
competência na governação”.
Além das contas públicas, o líder socialista
e chefe do Executivo lembrou também as conquistas alcançadas
ao nível das “nova geração de políticas
sociais”, do combate à pobreza, do fim do aborto clandestino,
do fomento da natalidade, da reforma do Parlamento, da Lei da Paridade
e da assinatura do Tratado de Lisboa.
Depois, o secretário-geral socialista evocou a história
do PS, descrevendo-a como “uma fonte de inspiração”,
destacando ainda que esta se confunde com a vida política
e democrática de Portugal depois do 25 de Abril.
“Queremos comemorar a história, não como uma
relíquia, mas com uma fonte de inspiração”,
disse, apontando o PS como “o partido da liberdade e da democracia
portuguesa”.
Sócrates evocou ainda a “atitude dos líderes
corajosos, frontais e que nunca recusaram as dificuldades”,
citando o caso de Mário Soares.
No decorrer do jantar comemorativo dos 35 anos do PS, foram homenageados
o presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz,
camarada Victor Martelo, um dos mais antigos autarcas portugueses,
e o camarada António Fernandes, militante de base da Concelhia
socialista de Évora.
M.R.
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